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Saturday, 13 August 2011

Visita ao Naufrágio Achondo - Visibilidade Extraordinária

No passado fim-de-semana, devido às condições menos próprias para Mergulho no Porto, agendamos uma visita a um dos naufrágios com maior qualidade a poucos kms de distância: Achondo cuja profundidade máxima chega aos 36m; neste dia porém, com a lua cheia, os computadores de alguns dos nossos mergulhadores chegaram aos 39m.
 Ideal para o Advanced Open Water com especialidade Nitrox, permitindo um maior tempo de fundo para conhecer este navio de uma ponta a outra sem penalização descompressiva.
É um naufrágio praticamente intacto, um navio com 40m de comprimento que mantém a sua estrutura quase intacta. Neste dia fomos prendados com uma visibilidade e luminosidade fantásticas com cerca de 15m de campo de visão, chegando a luz do sol á profundidade máxima com grande claridade.

No nosso album do Facebook estarão mais imagens disponíveis, bem como um video deste mergulho será publicado no canal ADNG DIVING

O Relato: 

Depois do Artur, um amigo recentemente que conheci num mergulho nas berlengas, me convidou a ir mergulhar ao Achondo a Vigo, um barco pesqueiro que tinha afundado à entrada da baia de Vigo, dizendo que era um mergulho que em boas condições valia bem a pena, mesmo já tendo mergulhado várias vezes em Vigo, acedi ao convite, pois sempre era mais uma oportunidade que teria de molhar o fato.
          Á partida tinha como certo a profundidade máxima de 36m, na zona mais funda, tomando em consideração que a ultima vez que mergulhei com Nitrox tinha sido à mais de 1ano e meio, optei por planear o mergulho usando Nitrox e após os preparativos usuais, seguimos num final de manhã da sábado para Vigo. Ao chegarmos ao clube de mergulho fomos presenteados com a informação do clube que nos mergulhos da manhã a visibilidade estava muitíssimo boa com mais de 10m de visibilidade, mas para quem já fez alguns mergulhos continuava sem colocar uma grande expectativa, talvez porque já tinha feitos bastantes mergulhos em Vigo e não esperava nada muito diferente do que até agora tinha visto, mas saímos todos para o mar bastante expectantes. Ao entrarmos na baia, parecia que estávamos a entrar num ambiente saído de um filme de Hollywood, estava uma bruma no  mar que nos impedia ver completamente não só a ria de vigo, mas tudo à nossa volta, parecia que estávamos a entrar numa dimensão diferente onde parecia que tudo estava coberto por um lençol branco, e aí algumas perguntas pairavam no ar, bem se cá fora está assim, dentro de água sem o sol a brilhar cá fora a visibilidade deveria ser bastante má… Ao chegarmos ao local preparamo-nos, fizemos as parelhas e saltamos para a água, estando eu com pouquíssimas expectativas encontrei as condições ideais para se fazer um mergulho num naufrágio, quase nenhuma corrente, sem ondas á superfície e uma visibilidade excepcional.
          O Achondo está tombado lateralmente, e está intacto. Devido a estar com EAN29 não podia descer dos 34 metros, por isso não me foi possível ir a todas as partes do barco, no entanto pode-se ver perfeitamente todas as partes que compõem o barco,e inclusive o buraco que o barco fez quando embateu nas rochas e que o fez afundar. Já haviam vestígios de piratas, pois ainda estavam um tubo umbilical que o nosso Tony mergulhador profissional fez questão de salientar enquanto estávamos a circundar a área onde eles devem ter entrado.  Tudo isto enquanto o nosso cameraman de serviço o Artur ía filmando os acontecimentos. Após uns 20 minutos, já os computadores nos mandavam ir embora pois a profundidade média era bastante alta 30 e poucos metros e não podiamos passar muito mais tempo por lá sem correr o risco de ficarmos imenso tempo em patamares de descompressão.
          De volta ao porto de Vigo, o ambiente no barco era de uma satisfação para todas as pessoas, um contraste com a apreensão que toda a gente tinha no inicio do mergulho!!
          Á saída, posso dizer este foi o melhor mergulho que fiz em Vigo! 

Tuesday, 21 September 2010

Achondo Wreck

Date: 21-09-2010
Start: 09:49
Runtime: 50 min
End: 10:39
Surf int: 46h 41m
Surf Press: 1018 mb
Model: VPM-B +3
CNS: 0 to 7 %
Max: 36,2 m
Battery: 73 to 61%

X1 o Computador que sorri para si:)
Ferry boat




Olaf cam splash...
"Los buceadores"



























Descida para recuperação da âncora:

Date: 21-09-2010
Start: 10:51
Runtime: 9 min
End: 10:59
Surf int: 11 min
Surf Press: 1018 mb
Model: VPM-B +3
CNS: 6 to 6 %
Max: 27,8 m

Battery: 73 to 73%




After Dive Cups








 

Saturday, 21 August 2010

Cantanhede "Batelão" : Um Nocturno Sem Luzes e "Fécula de Batata" Durante o Dia...

In:
Mar Virou, e a Visibilidade Acabou ao fim de Duas Semanas de Aguas Fantásticas

A previsão metereológica dava apenas um pequeno aumento do período de vaga, o que poderia resultar numa ligeira diminuição da visibilidade que tínhamos tido nestas últimas duas semanas.

Infelizmente de ontem para hoje, a mudança foi deveras grande e inesperada com uma redução de 6-8m  para 50cm com boa vontade...


Comprova-se que mais uma vez, quando surgem oportunidades no Norte do país, devem ser aproveitadas ao máximo, pois a duração de períodos de boa visibilidade são curtos.


Com visitas de outro país, infelizmente Neptuno mudou a ordem das coisas, e surpreendeu-nos após tantos dias de boa visibilidade.

Mesmo assim e com a "supresa", o mergulho decorreu com serenidade. Fica um convite para voltar a Mergulhar no Cantanhede (batelão), numa próxima vez, para ver o Naufrágio em toda a sua plenitude.




Os nossos "meninos(as)", que terminaram o 
Advanced Open Water recentemente estão de Parabéns 
pelo comportamento durante o Mergulho.
Uma ligação "umbilical", Buddies All the Way!

Saturday, 24 July 2010

Naufrágio: "Brenha"

Mais um excelente mergulho nas nossas águas!
Estas receberam-nos muito bem. Embora houvesse alguma ondulação à superfície, lá em baixo a temperatura não desceu dos 14 º. Visibilidade muito razoável, pouca suspensão e mais um naufrágio!
Desta feita fomos ao Arrastão Brenha. Perfizemos um tempo de fundo de 28 minutos, a uma profundidade que oscilou entre os 25 e os 28 metros, foram assim garantidas as mais conservadoras normas de segurança!
Deu para circundar o destroço, admirar a casa das máquinas com o seu motor, os hélices e espreitar por um ou outro buraco.
As actividades prolongaram-se até ao almoço, onde foi degustada mais uma francesinha acompanhada por sumo de fruta, isto por causa do azoto...
Mais um mergulho a repetir, de preferência com esta Comunidade.
Um forte abraço a toda a equipa.
Por: José Paulo Nery


Et: Infelizmente a escotilha que tanto gozo dava para a fotografia, já mudou de local... é pena ver estes naufrágios a serem despojados dos seus motivos de interesse! 
___________________________________________________ Sobre este Naufrágio informação detalhada em: www.adngdiving.com

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Testando um novo sistema de luzes e respectiva plataforma
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Brenha Wreck: Testing New Light System & Rig from ADNG DIVERS on Vimeo.
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Thursday, 22 April 2010

Night Dive U-Boat 1277 - 21-04-10

As condições de Mar do fim-de-semana anterior, impossibilitaram as saídas a Norte do país em condições minimamente interessantes.

 No entretanto com o passar dos dias e acalmia do Mar e ventos dominantes, a saída nocturna foi marcada para a passada 4ª-feira, uma vez que assim já deveria dar tempo para que a visibilidade fosse restabelecida.

A saída no "Earth Day" (Project Aware) e a Mãe Natureza prendou-nos com uma saída com relâmpagos ao longe, do principio ao fim do mergulho, um espectáculo extremamente bonito de ser ver no escuro da noite pelo Mar fora.

Night Dive at the U-BOAT 1277: Neither Lightnings, Thunders or Darkness keep us away from ADNG DIVERS on Vimeo.
Mais estreantes a quererem conhecer o submarino, e portanto a saída foi feita com esse destino em mente.

Chegados ao local, após o fundear preciso do skipper os primeiros 3 mergulhadores a seguirem para o cabo, constactaram que a visibilidade era bem simpática à superfície...

No entanto e para quem já visitou o Sub várias vezes, o pronúncio de água limpa à superfície não costuma ser grande indicador para o que nos espera lá em baixo... e assim foi, iniciada a descida, a partir dos 20m para baixo um certo "nevoeiro" começou a surgir, intensificando-se à medida que se rumava para o fundo.


O ferro estava exactamente em frente aos tubos dos torpedos, portanto, os visitantes iriam ser logo recebidos pela colónia de Corinactis viridis (Jewel anemone) com coloração rosa muito característica deste local.

Uns a ar, outros a nitrox 32, após consenso iniciaram um mergulho para os verdadeiros "duros"; a visibilidade estava no limiar operacional.

Os 9 mergulhadores foram percorrendo o naufrágio seguindo o cabo do carreto que fazia a ligação directa ao ferro, salvaguardando uma calma subida de volta à superfície no término do circuito.

Os grupos de 2 e 3 mergulhadores, foram praticamente deslizando sobre submarino, todos com um excelente controlo de flutuabilidade fazendo um "hovering" calmo e compassado.

Os santiagos, as fanecas e navalheiras deram as suas boas-vindas em grande número, com as santolas a aparecerem aqui e ali.

Safios e lavagantes?... timidez, esperemos; não seria a primeira vez que de um dia para o outro era clara a visita de outros visitantes que optam por capturar estes fantásticos animais residentes deste local.
Fiquemos na expectativa da timidez, mantendo um carácter positivo e esperançoso, já que são habituais e em dimensões bem simpáticas por norma.

Uma vez que a visibilidade estava nos limites operacionais, infelizmente não foi possível recuperar nem limpar* redes derelíticas (ghost nets) que se encontram em bom número em volta do submarino, resultado do forte Inverno que se fez sentir, acomulando as redes soltas que vagueiam pelo Oceano até porque este naufrágio está em fundo de areia consistindo portanto num fácil ponto para recolher as artes de pesca perdidas que vagueiam pelas águas.

*Habitualmente fazemos a recolha de detritos em cada imersão; uma forma de darmos algo em troca ao Ambiente que visitamos e pretendemos continuar a visitar. Ontem no Earth Day, poderia e deveria ter sido feito com empenho; no entanto, a Segurança está acima de tudo e para além da visibilidade, acções específicas de remoção de redes devem ser feitas durante o dia.

Perfil de Mergulho gentilmente cedido por Ulrike, uma buddy fantástica  que bate records no baixo consumo de ar, pela sua natureza e fez o seu primeiro nocturno no U-Boat 1277 apesar de já o ter conhecido várias vezes durante o dia.

Feedback da Urike após o seu primeiro nocturno por cá, e estreando também a nossa embarcação cabinada, em vez do habitual semi-rígido: 
"Bem, para já adorei andar no mar à noite, acho que nunca tinha feito. E estava tão calmo, sem vento, com os trovões ao largo, as luzes da costa, simplesmente lindo. 

Gostei muito do barco, é outro conforto na deslocação, e o mergulho correu bem. 

Claro que as condições da água não foram as melhores, mas sempre se vê uma coisa ou outra, o cavaco pequeno, a solha, os carangueijos...e viste a temperatura? 

O meu computador deu-me 15,2 de mínima!! "

 

Thursday, 27 August 2009

Mergulho Técnico : Naufrágio - Selir
























Numa manha de mar calmo e bom tempo, fizemos rumo ao Kassamba. Ao chegar ao local encontramos um barco de pesca à linha no local e para não perturbar estes profissionais,
optamos por fazer mais uns minutos de caminho e seguir para o local do Selir.
Os gases que tinhamos previsto adaptavam-se quer a um naufrágio quer ou outro e a
adaptação do plano foi muito fácil :
- gases de fundo 15/55 (bis e stage)
- deco : 50% + O2

Quase não se notava corrente significativa ao descermos pelo cabo, e a luz do dia rapidamente começa a desaparecer a partir dos -30m. Embora escuro a visibilidade não estava má - cerca de 5m. O Skipper tinha deixado o ferro mesmo no convés e a navegação à volta desta zona do naufrágio foi bastante fácil.
Mais dificil for domar a câmara de vídeo que estava fixa à scooter e que estava demasiado negativa o que dificultou o passeio e o video.
Um bom mergulho de introdução, onde todos ficamos com vontade de voltar e explorar melhor a estrutura do Selir.

Por: Ricardo Constantino

Friday, 15 August 2008

Dago e Dago II

Após alguma atribulação de vai e não vai, atendendo que a previsão do mar não era das melhores, lá acabei finalmente por obter a confirmação do Artur de que realmente iria poder satisfazer a minha vontade em mergulhar novamente no Dago. E, conforme combinado, lá fui eu e o Casimiro por essa estrada abaixo para nos encontrarmos em Peniche. 15/08/2008
Após prepararmos o material e verificar se tudo estava bem, zarpamos em direcção ao tão desejado “spot”, para efectuar um mergulho de 30min a uma profundidade média de 48m e 46min de DECO. Uma vez lá chegados, estavam pescadores sobre o naufrágio, que nos impossibilitaram o mergulho. Assim, fomos forçados a ir visitar um outro navio, que pela proximidade e se encontrar nas mesmas cotas, se chama Dago II. Seguindo as verificações da praxe, juntamo-nos junto ao cabo da âncora, Eu e o Casimiro primeiro e logo de seguida o Artur.












Com uma visibilidade em torno dos 15m, fomos descendo na ânsia de chegar ao fundo, não esquecendo evidentemente de fazer uma paragem de controlo aos 6 e 30m. Passada a barreira dos 30m, já se vislumbrava os destroços da embarcação, e na medida da aproximação, fui vendo as várias chapas, umas caldeiras, o enorme veio de transmissão e a sua respectiva hélice, entre outras peças diversas. Quanto à vida marinha, vi alguns Safios metidos nos vários buracos, um enorme nas imediações do hélice, digamos que bastante grande ! Um lavagante e umas santolinhas. Claro está, que 30min embora pareça muito, sabe sempre a pouco, portanto regressamos ao cabo para começar a fatídica descompressão já a pensar na próxima “aventura”. Acreditem, mesmo com fato seco, uma temperatura de fundo de 13º e de superfície de 17º e tanto tempo de DECO tornam-se bastante desconfortáveis!

Manuel Silveira










Nota importante a todos os "Tek´s" por Artur Lagoá:

Neste mergulho, houve a necessidade de alugar uma deco, que por "inocência" na altura, pensei que viria com o respectivo regulador. No vai não vai, toca a  ir buscar um regulador de reserva, retirar mangueiras, um corre-corre para não atrasar a saída.
Durante a deco, para grande surpresa, ao abrir a garrafa de deco já pressurizada, é que de repente saí uma núvem de bolhas; fecha a torneira, volta abrir, a mesma coisa... Á superfície não foi detectada esta falha, coma  pressurização rápida da garrafa de deco;
sem deco, o gás de reserva nas bis ainda que respeitando a regra dos terços, não permitia fazer a descompressão na totalidade.
A única opção possível, seria tirar um dos reguladores das bis em pleno azul, e montar na deco, ou, fazer partilha de gás com um dos buddies, o que em descompressão cada um é responsável pelos seu gás para não pôr em causa a descompressão e segurança dos nossos buddies. Felizmente todos levamos decos S080 que nos permitiam quase 12L de gás de descompressão acelerada. O frio das águas já se tinha instaladado, ao ponto de passado 2 dias ainda estar uma das mãos doridas de estar a segurar o cabo.O frio, também não favorecia grandes manobras de montagem e remontagem, e não seria nada simpático ou agradável a visão de ver um regulador a cair pelo azul até ao Dago, já nem pensando apenas na perda de material, mas antes na perda de uma peça que poderia ser fundamental para o mergulho.

O Casimiro teve a cortesia de partilhar o seu gás de deco, que posteriormente e em caso de necessidade poderíamos usar o seu regulador da deco, para colocar na minha deco alugada.

Resumindo e mea culpa:
Mergulho técnico, deve ser feito com o nosso próprio material.
Pressas ficam fora do Mergulho Técnico: Verificar e Reverificar o equipamento e material com toda a calma a precisão.
Verificar e Recalcular planos de Mergulho Iguais para Todos os Mergulhadores do Grupo, com as mesmas misturas incluíndo para a descompressão acelerada, nomeadamente 2/3 planos por contingência e sem esquecer o "pior cenário".
Verificar sempre a troca de gás do buddy, para evitar enganos na troca de gás descompressivo /ou gás de fundo; isto ainda mais importante é, quando se utilizam várias misturas.
Ter sempre os buddy´s dentro do campo de visão, para que mantenham as profundidades permitidas pelas misturas descompressivas e cumpram o calendário descompressivo do plano pré-estabelecido ao minuto.

Por essas e por outras, nas saídas de mergulho técnico que ADNG passou a fazer no Norte do País ter sempre um ou mais mergulhadores de apoio, equipado com as mesmas misturas que o grupo utilizará, independentemente de ser um mergulho aos 50, 60, 70, etc.
O Grupo que faz o mergulho poderá estar mais sossegado, pois sabe que a meio caminho estará alguém com mais gás disponível, apto a resolver uma situação de emergência ou simples desconforto, tornando o mergulho e a respectiva descompressão, bem mais tranquilizantes para todos. Esse(s) mergulhadores de apoio, não estiveram sujeitos à mesma profundidade que o grupo, e como tal, têm uma margem de manobra bastante superior para ajudar qualquer um dos mergulhadores.

Optar por não ter Mergulhador(es) de Apoio, num mergulho técnico a qualquer profundidade ou tempo de fundo, é um risco desnecessário.