Thursday, 27 May 2010
Wednesday, 26 May 2010
Monday, 24 May 2010
Madeira Maio 2010 Check Dive : Ilheu Da Forja
O Check Dive é feito numa zona previligeada para o Dive Center; basta apenas descer umas escadas e já estamos na água.
Este pequeno ilhéu tem no seu topo ninhos de aves cujo nome escapa, mas que defendem avidamente o seu território; qualquer aproximação à conformação rochosa, dá direito a ter uma visita dos senhores alados.
A profundidade do local é relativamente baixa e acessível ao Open Water Diver. Apesar de ser um local próximo, tem logo, logo ali, "Senhoras" moreias que já estão acostumadas a receber visitantes e portanto perdem a timidez rapidamente; num espaço de curtos metros, existem várias. Mais além por fora, podem encontrar-se enguias de jardim, que vivem a sua vida nas suas covas na areia, ficando apenas uma parte do seu corpo exposta à superfície da areia fina. São extremamente sensíveis ao ruído e um verdadeiro desafio para um fotografo subaquático, já que, mal pressentem a aproximação, rapidamente desaparecem no leito marinho.
Grandes cardumes de sargos e mesmo salmonetes, vagueiam pelo fundo, contrariamente aos seus congéneres Continentais, não se assustam facilmente; passam a frente dos mergulhadores com a maior das calmas.
O check-dive é muitas vezes um mergulho nas "pocinhas", mas neste caso, a pocinha tem bastante que ver mesmo!
Este pequeno ilhéu tem no seu topo ninhos de aves cujo nome escapa, mas que defendem avidamente o seu território; qualquer aproximação à conformação rochosa, dá direito a ter uma visita dos senhores alados.
A profundidade do local é relativamente baixa e acessível ao Open Water Diver. Apesar de ser um local próximo, tem logo, logo ali, "Senhoras" moreias que já estão acostumadas a receber visitantes e portanto perdem a timidez rapidamente; num espaço de curtos metros, existem várias. Mais além por fora, podem encontrar-se enguias de jardim, que vivem a sua vida nas suas covas na areia, ficando apenas uma parte do seu corpo exposta à superfície da areia fina. São extremamente sensíveis ao ruído e um verdadeiro desafio para um fotografo subaquático, já que, mal pressentem a aproximação, rapidamente desaparecem no leito marinho.
Grandes cardumes de sargos e mesmo salmonetes, vagueiam pelo fundo, contrariamente aos seus congéneres Continentais, não se assustam facilmente; passam a frente dos mergulhadores com a maior das calmas.
O check-dive é muitas vezes um mergulho nas "pocinhas", mas neste caso, a pocinha tem bastante que ver mesmo!
Thursday, 22 April 2010
Night Dive U-Boat 1277 - 21-04-10
As condições de Mar do fim-de-semana anterior, impossibilitaram as saídas a Norte do país em condições minimamente interessantes.
No entretanto com o passar dos dias e acalmia do Mar e ventos dominantes, a saída nocturna foi marcada para a passada 4ª-feira, uma vez que assim já deveria dar tempo para que a visibilidade fosse restabelecida.
Night Dive at the U-BOAT 1277: Neither Lightnings, Thunders or Darkness keep us away from ADNG DIVERS on Vimeo.
Mais estreantes a quererem conhecer o submarino, e portanto a saída foi feita com esse destino em mente.
Chegados ao local, após o fundear preciso do skipper os primeiros 3 mergulhadores a seguirem para o cabo, constactaram que a visibilidade era bem simpática à superfície...
No entanto e para quem já visitou o Sub várias vezes, o pronúncio de água limpa à superfície não costuma ser grande indicador para o que nos espera lá em baixo... e assim foi, iniciada a descida, a partir dos 20m para baixo um certo "nevoeiro" começou a surgir, intensificando-se à medida que se rumava para o fundo.
O ferro estava exactamente em frente aos tubos dos torpedos, portanto, os visitantes iriam ser logo recebidos pela colónia de Corinactis viridis (Jewel anemone) com coloração rosa muito característica deste local.
Uns a ar, outros a nitrox 32, após consenso iniciaram um mergulho para os verdadeiros "duros"; a visibilidade estava no limiar operacional.
Os 9 mergulhadores foram percorrendo o naufrágio seguindo o cabo do carreto que fazia a ligação directa ao ferro, salvaguardando uma calma subida de volta à superfície no término do circuito.
Os grupos de 2 e 3 mergulhadores, foram praticamente deslizando sobre submarino, todos com um excelente controlo de flutuabilidade fazendo um "hovering" calmo e compassado.
Os santiagos, as fanecas e navalheiras deram as suas boas-vindas em grande número, com as santolas a aparecerem aqui e ali.
Safios e lavagantes?... timidez, esperemos; não seria a primeira vez que de um dia para o outro era clara a visita de outros visitantes que optam por capturar estes fantásticos animais residentes deste local.
Fiquemos na expectativa da timidez, mantendo um carácter positivo e esperançoso, já que são habituais e em dimensões bem simpáticas por norma.
Uma vez que a visibilidade estava nos limites operacionais, infelizmente não foi possível recuperar nem limpar* redes derelíticas (ghost nets) que se encontram em bom número em volta do submarino, resultado do forte Inverno que se fez sentir, acomulando as redes soltas que vagueiam pelo Oceano até porque este naufrágio está em fundo de areia consistindo portanto num fácil ponto para recolher as artes de pesca perdidas que vagueiam pelas águas.
*Habitualmente fazemos a recolha de detritos em cada imersão; uma forma de darmos algo em troca ao Ambiente que visitamos e pretendemos continuar a visitar. Ontem no Earth Day, poderia e deveria ter sido feito com empenho; no entanto, a Segurança está acima de tudo e para além da visibilidade, acções específicas de remoção de redes devem ser feitas durante o dia.
Perfil de Mergulho gentilmente cedido por Ulrike, uma buddy fantástica que bate records no baixo consumo de ar, pela sua natureza e fez o seu primeiro nocturno no U-Boat 1277 apesar de já o ter conhecido várias vezes durante o dia.
No entretanto com o passar dos dias e acalmia do Mar e ventos dominantes, a saída nocturna foi marcada para a passada 4ª-feira, uma vez que assim já deveria dar tempo para que a visibilidade fosse restabelecida.
A saída no "Earth Day" (Project Aware) e a Mãe Natureza prendou-nos com uma saída com relâmpagos ao longe, do principio ao fim do mergulho, um espectáculo extremamente bonito de ser ver no escuro da noite pelo Mar fora.
Mais estreantes a quererem conhecer o submarino, e portanto a saída foi feita com esse destino em mente.
Chegados ao local, após o fundear preciso do skipper os primeiros 3 mergulhadores a seguirem para o cabo, constactaram que a visibilidade era bem simpática à superfície...
No entanto e para quem já visitou o Sub várias vezes, o pronúncio de água limpa à superfície não costuma ser grande indicador para o que nos espera lá em baixo... e assim foi, iniciada a descida, a partir dos 20m para baixo um certo "nevoeiro" começou a surgir, intensificando-se à medida que se rumava para o fundo.
O ferro estava exactamente em frente aos tubos dos torpedos, portanto, os visitantes iriam ser logo recebidos pela colónia de Corinactis viridis (Jewel anemone) com coloração rosa muito característica deste local.
Uns a ar, outros a nitrox 32, após consenso iniciaram um mergulho para os verdadeiros "duros"; a visibilidade estava no limiar operacional.
Os 9 mergulhadores foram percorrendo o naufrágio seguindo o cabo do carreto que fazia a ligação directa ao ferro, salvaguardando uma calma subida de volta à superfície no término do circuito.
Os grupos de 2 e 3 mergulhadores, foram praticamente deslizando sobre submarino, todos com um excelente controlo de flutuabilidade fazendo um "hovering" calmo e compassado.
Os santiagos, as fanecas e navalheiras deram as suas boas-vindas em grande número, com as santolas a aparecerem aqui e ali.
Safios e lavagantes?... timidez, esperemos; não seria a primeira vez que de um dia para o outro era clara a visita de outros visitantes que optam por capturar estes fantásticos animais residentes deste local.
Fiquemos na expectativa da timidez, mantendo um carácter positivo e esperançoso, já que são habituais e em dimensões bem simpáticas por norma.
Uma vez que a visibilidade estava nos limites operacionais, infelizmente não foi possível recuperar nem limpar* redes derelíticas (ghost nets) que se encontram em bom número em volta do submarino, resultado do forte Inverno que se fez sentir, acomulando as redes soltas que vagueiam pelo Oceano até porque este naufrágio está em fundo de areia consistindo portanto num fácil ponto para recolher as artes de pesca perdidas que vagueiam pelas águas.
*Habitualmente fazemos a recolha de detritos em cada imersão; uma forma de darmos algo em troca ao Ambiente que visitamos e pretendemos continuar a visitar. Ontem no Earth Day, poderia e deveria ter sido feito com empenho; no entanto, a Segurança está acima de tudo e para além da visibilidade, acções específicas de remoção de redes devem ser feitas durante o dia.
Perfil de Mergulho gentilmente cedido por Ulrike, uma buddy fantástica que bate records no baixo consumo de ar, pela sua natureza e fez o seu primeiro nocturno no U-Boat 1277 apesar de já o ter conhecido várias vezes durante o dia.
Feedback da Urike após o seu primeiro nocturno por cá, e estreando também a nossa embarcação cabinada, em vez do habitual semi-rígido:
"Bem, para já adorei andar no mar à noite, acho que nunca tinha feito. E estava tão calmo, sem vento, com os trovões ao largo, as luzes da costa, simplesmente lindo.
Gostei muito do barco, é outro conforto na deslocação, e o mergulho correu bem.
Claro que as condições da água não foram as melhores, mas sempre se vê uma coisa ou outra, o cavaco pequeno, a solha, os carangueijos...e viste a temperatura?
O meu computador deu-me 15,2 de mínima!! "
Saturday, 17 April 2010
Promontório : 17 Abril 2010
Este sim, o melhor local para Mergulho em Parede em Portugal de Norte a Sul, (Podemos incluir também o Norte de Espanha sem qualquer sombra de dúvidas; (nuestros hermanos não levem a mal, mas de Vigo, Ogrove e Corunã, apesar de em alguns locais a vida marinha ser excepcional, até hoje nem em Portugal nem Espanha vi tal espectáculo como neste "novo" local.).
A quantidade, diversidade e dimensão da vida Marinha encontrada foram de facto surpreendentes..
O video aqui disponível, não transpôe o que a realidade dos nossos olhos pode constactar, no entanto dará uma certa ideia.
Promontório: The Best Wall Dive in Portugal from ADNG DIVERS on Vimeo.
No Porto, a previsão não era de todo em todo favorável e portanto aceitamos o convite de partir para a descoberta de um local novo.
Á medida que rumávamos para Sul, o céu ia clareando e cada vez mais tinhamos a certeza que que informação dada sobre as condições para mergulharmos dadas previamente se materiam.
Após 2h de viagem, chegados ao destino somos recebidos calorosamente, ainda que o GPS nos tenha "enganado" por uns km´s, resultando num pequeno atraso.
Todos preparados, e a embarcação partiu para um rumo novo para nós; sabíamos que naquela zona a profundidade poderia fácil e rapidamente descer para os 100m de profundidade, portanto, a curiosidade estava presente em cada metro de distância que avançávamos.
Ao cairmos na água, a visibilidade seria de uns 6 metros aproximadamente, numa lage, mais superficial, que acabou por demonstrar ser um local bem agradável para fazermos a deco, como é possível ver no video; uns deitados no fundo de areia, outros autenticamente espraiados como se estivessem a fazer banhos de sol, enfim, verdadeiramente simpático e acolhedor.
Á medida que fomos iniciando a descida, ainda que houvesse um certo "tecto" até aos 10m de profundidade, o lageado em forma de socalco, passou rapidamente a uma parede que descia, e descia por ali abaixo.
A quantidade e dimensão das gorgónias presentes era do "OUTRO mundo"! Em mais de 16 anos a mergulhar por este Portugal fora, nunca tinha tido a possibilidade de encontrar colónias daquela dimensão!
Grandes safios, lavagantes, sapateiras, estavam incrustadas em cada reentrância; peixe-porco, cavacos, e à semelhança das gorgónias, anémonas-do-mar com tamanhos incomuns (infelizmente) para as nossas águas.
Sendo que um dos mergulhadores presentes tinha um computador de mergulho XPTO que até registava o seu ritmo cardíaco durante a imersão, vamos ver se temos a sorte que ele partilhe o perfil do mergulho com os restantes e neste registo de mergulho!
Todos chegaram a superfície extremamente satisfeitos por mais um mergulho num local novo, correndo tudo como manda a Lei.
Recuperando as forças, tivemos pois de nos juntar em redor de uma mesa; nada mais nada menos, do que uma panóplia de itens de marisco de todas as formas e feito que fomos petiscando e conversando, sempre, sempre acompanhada de componentes "hidratantes" já que a sede era muita, talvez do salgado do Mar, ou do picante da mariscada.
Vamos lá voltar, e esperar que com sorte, consigamos filmagens e imagens que façam jus ao local em si!
Se quiser acompanhar-nos na próxima viagem até lá, esteja atento(a) aos "Eventos anunciados" aqui
A quantidade, diversidade e dimensão da vida Marinha encontrada foram de facto surpreendentes..
O video aqui disponível, não transpôe o que a realidade dos nossos olhos pode constactar, no entanto dará uma certa ideia.
Promontório: The Best Wall Dive in Portugal from ADNG DIVERS on Vimeo.
No Porto, a previsão não era de todo em todo favorável e portanto aceitamos o convite de partir para a descoberta de um local novo.
Á medida que rumávamos para Sul, o céu ia clareando e cada vez mais tinhamos a certeza que que informação dada sobre as condições para mergulharmos dadas previamente se materiam.
Após 2h de viagem, chegados ao destino somos recebidos calorosamente, ainda que o GPS nos tenha "enganado" por uns km´s, resultando num pequeno atraso.
Todos preparados, e a embarcação partiu para um rumo novo para nós; sabíamos que naquela zona a profundidade poderia fácil e rapidamente descer para os 100m de profundidade, portanto, a curiosidade estava presente em cada metro de distância que avançávamos.
Ao cairmos na água, a visibilidade seria de uns 6 metros aproximadamente, numa lage, mais superficial, que acabou por demonstrar ser um local bem agradável para fazermos a deco, como é possível ver no video; uns deitados no fundo de areia, outros autenticamente espraiados como se estivessem a fazer banhos de sol, enfim, verdadeiramente simpático e acolhedor.
Á medida que fomos iniciando a descida, ainda que houvesse um certo "tecto" até aos 10m de profundidade, o lageado em forma de socalco, passou rapidamente a uma parede que descia, e descia por ali abaixo.
A quantidade e dimensão das gorgónias presentes era do "OUTRO mundo"! Em mais de 16 anos a mergulhar por este Portugal fora, nunca tinha tido a possibilidade de encontrar colónias daquela dimensão!
Grandes safios, lavagantes, sapateiras, estavam incrustadas em cada reentrância; peixe-porco, cavacos, e à semelhança das gorgónias, anémonas-do-mar com tamanhos incomuns (infelizmente) para as nossas águas.
Sendo que um dos mergulhadores presentes tinha um computador de mergulho XPTO que até registava o seu ritmo cardíaco durante a imersão, vamos ver se temos a sorte que ele partilhe o perfil do mergulho com os restantes e neste registo de mergulho!
Todos chegaram a superfície extremamente satisfeitos por mais um mergulho num local novo, correndo tudo como manda a Lei.
Recuperando as forças, tivemos pois de nos juntar em redor de uma mesa; nada mais nada menos, do que uma panóplia de itens de marisco de todas as formas e feito que fomos petiscando e conversando, sempre, sempre acompanhada de componentes "hidratantes" já que a sede era muita, talvez do salgado do Mar, ou do picante da mariscada.
Vamos lá voltar, e esperar que com sorte, consigamos filmagens e imagens que façam jus ao local em si!
Se quiser acompanhar-nos na próxima viagem até lá, esteja atento(a) aos "Eventos anunciados" aqui
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Monday, 12 April 2010
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