O Check Dive é feito numa zona previligeada para o Dive Center; basta apenas descer umas escadas e já estamos na água.
Este pequeno ilhéu tem no seu topo ninhos de aves cujo nome escapa, mas que defendem avidamente o seu território; qualquer aproximação à conformação rochosa, dá direito a ter uma visita dos senhores alados.
A profundidade do local é relativamente baixa e acessível ao Open Water Diver. Apesar de ser um local próximo, tem logo, logo ali, "Senhoras" moreias que já estão acostumadas a receber visitantes e portanto perdem a timidez rapidamente; num espaço de curtos metros, existem várias. Mais além por fora, podem encontrar-se enguias de jardim, que vivem a sua vida nas suas covas na areia, ficando apenas uma parte do seu corpo exposta à superfície da areia fina. São extremamente sensíveis ao ruído e um verdadeiro desafio para um fotografo subaquático, já que, mal pressentem a aproximação, rapidamente desaparecem no leito marinho.
Grandes cardumes de sargos e mesmo salmonetes, vagueiam pelo fundo, contrariamente aos seus congéneres Continentais, não se assustam facilmente; passam a frente dos mergulhadores com a maior das calmas.
O check-dive é muitas vezes um mergulho nas "pocinhas", mas neste caso, a pocinha tem bastante que ver mesmo!
Monday, 24 May 2010
Thursday, 22 April 2010
Night Dive U-Boat 1277 - 21-04-10
As condições de Mar do fim-de-semana anterior, impossibilitaram as saídas a Norte do país em condições minimamente interessantes.
No entretanto com o passar dos dias e acalmia do Mar e ventos dominantes, a saída nocturna foi marcada para a passada 4ª-feira, uma vez que assim já deveria dar tempo para que a visibilidade fosse restabelecida.
Night Dive at the U-BOAT 1277: Neither Lightnings, Thunders or Darkness keep us away from ADNG DIVERS on Vimeo.
Mais estreantes a quererem conhecer o submarino, e portanto a saída foi feita com esse destino em mente.
Chegados ao local, após o fundear preciso do skipper os primeiros 3 mergulhadores a seguirem para o cabo, constactaram que a visibilidade era bem simpática à superfície...
No entanto e para quem já visitou o Sub várias vezes, o pronúncio de água limpa à superfície não costuma ser grande indicador para o que nos espera lá em baixo... e assim foi, iniciada a descida, a partir dos 20m para baixo um certo "nevoeiro" começou a surgir, intensificando-se à medida que se rumava para o fundo.
O ferro estava exactamente em frente aos tubos dos torpedos, portanto, os visitantes iriam ser logo recebidos pela colónia de Corinactis viridis (Jewel anemone) com coloração rosa muito característica deste local.
Uns a ar, outros a nitrox 32, após consenso iniciaram um mergulho para os verdadeiros "duros"; a visibilidade estava no limiar operacional.
Os 9 mergulhadores foram percorrendo o naufrágio seguindo o cabo do carreto que fazia a ligação directa ao ferro, salvaguardando uma calma subida de volta à superfície no término do circuito.
Os grupos de 2 e 3 mergulhadores, foram praticamente deslizando sobre submarino, todos com um excelente controlo de flutuabilidade fazendo um "hovering" calmo e compassado.
Os santiagos, as fanecas e navalheiras deram as suas boas-vindas em grande número, com as santolas a aparecerem aqui e ali.
Safios e lavagantes?... timidez, esperemos; não seria a primeira vez que de um dia para o outro era clara a visita de outros visitantes que optam por capturar estes fantásticos animais residentes deste local.
Fiquemos na expectativa da timidez, mantendo um carácter positivo e esperançoso, já que são habituais e em dimensões bem simpáticas por norma.
Uma vez que a visibilidade estava nos limites operacionais, infelizmente não foi possível recuperar nem limpar* redes derelíticas (ghost nets) que se encontram em bom número em volta do submarino, resultado do forte Inverno que se fez sentir, acomulando as redes soltas que vagueiam pelo Oceano até porque este naufrágio está em fundo de areia consistindo portanto num fácil ponto para recolher as artes de pesca perdidas que vagueiam pelas águas.
*Habitualmente fazemos a recolha de detritos em cada imersão; uma forma de darmos algo em troca ao Ambiente que visitamos e pretendemos continuar a visitar. Ontem no Earth Day, poderia e deveria ter sido feito com empenho; no entanto, a Segurança está acima de tudo e para além da visibilidade, acções específicas de remoção de redes devem ser feitas durante o dia.
Perfil de Mergulho gentilmente cedido por Ulrike, uma buddy fantástica que bate records no baixo consumo de ar, pela sua natureza e fez o seu primeiro nocturno no U-Boat 1277 apesar de já o ter conhecido várias vezes durante o dia.
No entretanto com o passar dos dias e acalmia do Mar e ventos dominantes, a saída nocturna foi marcada para a passada 4ª-feira, uma vez que assim já deveria dar tempo para que a visibilidade fosse restabelecida.
A saída no "Earth Day" (Project Aware) e a Mãe Natureza prendou-nos com uma saída com relâmpagos ao longe, do principio ao fim do mergulho, um espectáculo extremamente bonito de ser ver no escuro da noite pelo Mar fora.
Mais estreantes a quererem conhecer o submarino, e portanto a saída foi feita com esse destino em mente.
Chegados ao local, após o fundear preciso do skipper os primeiros 3 mergulhadores a seguirem para o cabo, constactaram que a visibilidade era bem simpática à superfície...
No entanto e para quem já visitou o Sub várias vezes, o pronúncio de água limpa à superfície não costuma ser grande indicador para o que nos espera lá em baixo... e assim foi, iniciada a descida, a partir dos 20m para baixo um certo "nevoeiro" começou a surgir, intensificando-se à medida que se rumava para o fundo.
O ferro estava exactamente em frente aos tubos dos torpedos, portanto, os visitantes iriam ser logo recebidos pela colónia de Corinactis viridis (Jewel anemone) com coloração rosa muito característica deste local.
Uns a ar, outros a nitrox 32, após consenso iniciaram um mergulho para os verdadeiros "duros"; a visibilidade estava no limiar operacional.
Os 9 mergulhadores foram percorrendo o naufrágio seguindo o cabo do carreto que fazia a ligação directa ao ferro, salvaguardando uma calma subida de volta à superfície no término do circuito.
Os grupos de 2 e 3 mergulhadores, foram praticamente deslizando sobre submarino, todos com um excelente controlo de flutuabilidade fazendo um "hovering" calmo e compassado.
Os santiagos, as fanecas e navalheiras deram as suas boas-vindas em grande número, com as santolas a aparecerem aqui e ali.
Safios e lavagantes?... timidez, esperemos; não seria a primeira vez que de um dia para o outro era clara a visita de outros visitantes que optam por capturar estes fantásticos animais residentes deste local.
Fiquemos na expectativa da timidez, mantendo um carácter positivo e esperançoso, já que são habituais e em dimensões bem simpáticas por norma.
Uma vez que a visibilidade estava nos limites operacionais, infelizmente não foi possível recuperar nem limpar* redes derelíticas (ghost nets) que se encontram em bom número em volta do submarino, resultado do forte Inverno que se fez sentir, acomulando as redes soltas que vagueiam pelo Oceano até porque este naufrágio está em fundo de areia consistindo portanto num fácil ponto para recolher as artes de pesca perdidas que vagueiam pelas águas.
*Habitualmente fazemos a recolha de detritos em cada imersão; uma forma de darmos algo em troca ao Ambiente que visitamos e pretendemos continuar a visitar. Ontem no Earth Day, poderia e deveria ter sido feito com empenho; no entanto, a Segurança está acima de tudo e para além da visibilidade, acções específicas de remoção de redes devem ser feitas durante o dia.
Perfil de Mergulho gentilmente cedido por Ulrike, uma buddy fantástica que bate records no baixo consumo de ar, pela sua natureza e fez o seu primeiro nocturno no U-Boat 1277 apesar de já o ter conhecido várias vezes durante o dia.
Feedback da Urike após o seu primeiro nocturno por cá, e estreando também a nossa embarcação cabinada, em vez do habitual semi-rígido:
"Bem, para já adorei andar no mar à noite, acho que nunca tinha feito. E estava tão calmo, sem vento, com os trovões ao largo, as luzes da costa, simplesmente lindo.
Gostei muito do barco, é outro conforto na deslocação, e o mergulho correu bem.
Claro que as condições da água não foram as melhores, mas sempre se vê uma coisa ou outra, o cavaco pequeno, a solha, os carangueijos...e viste a temperatura?
O meu computador deu-me 15,2 de mínima!! "
Saturday, 17 April 2010
Promontório : 17 Abril 2010
Este sim, o melhor local para Mergulho em Parede em Portugal de Norte a Sul, (Podemos incluir também o Norte de Espanha sem qualquer sombra de dúvidas; (nuestros hermanos não levem a mal, mas de Vigo, Ogrove e Corunã, apesar de em alguns locais a vida marinha ser excepcional, até hoje nem em Portugal nem Espanha vi tal espectáculo como neste "novo" local.).
A quantidade, diversidade e dimensão da vida Marinha encontrada foram de facto surpreendentes..
O video aqui disponível, não transpôe o que a realidade dos nossos olhos pode constactar, no entanto dará uma certa ideia.
Promontório: The Best Wall Dive in Portugal from ADNG DIVERS on Vimeo.
No Porto, a previsão não era de todo em todo favorável e portanto aceitamos o convite de partir para a descoberta de um local novo.
Á medida que rumávamos para Sul, o céu ia clareando e cada vez mais tinhamos a certeza que que informação dada sobre as condições para mergulharmos dadas previamente se materiam.
Após 2h de viagem, chegados ao destino somos recebidos calorosamente, ainda que o GPS nos tenha "enganado" por uns km´s, resultando num pequeno atraso.
Todos preparados, e a embarcação partiu para um rumo novo para nós; sabíamos que naquela zona a profundidade poderia fácil e rapidamente descer para os 100m de profundidade, portanto, a curiosidade estava presente em cada metro de distância que avançávamos.
Ao cairmos na água, a visibilidade seria de uns 6 metros aproximadamente, numa lage, mais superficial, que acabou por demonstrar ser um local bem agradável para fazermos a deco, como é possível ver no video; uns deitados no fundo de areia, outros autenticamente espraiados como se estivessem a fazer banhos de sol, enfim, verdadeiramente simpático e acolhedor.
Á medida que fomos iniciando a descida, ainda que houvesse um certo "tecto" até aos 10m de profundidade, o lageado em forma de socalco, passou rapidamente a uma parede que descia, e descia por ali abaixo.
A quantidade e dimensão das gorgónias presentes era do "OUTRO mundo"! Em mais de 16 anos a mergulhar por este Portugal fora, nunca tinha tido a possibilidade de encontrar colónias daquela dimensão!
Grandes safios, lavagantes, sapateiras, estavam incrustadas em cada reentrância; peixe-porco, cavacos, e à semelhança das gorgónias, anémonas-do-mar com tamanhos incomuns (infelizmente) para as nossas águas.
Sendo que um dos mergulhadores presentes tinha um computador de mergulho XPTO que até registava o seu ritmo cardíaco durante a imersão, vamos ver se temos a sorte que ele partilhe o perfil do mergulho com os restantes e neste registo de mergulho!
Todos chegaram a superfície extremamente satisfeitos por mais um mergulho num local novo, correndo tudo como manda a Lei.
Recuperando as forças, tivemos pois de nos juntar em redor de uma mesa; nada mais nada menos, do que uma panóplia de itens de marisco de todas as formas e feito que fomos petiscando e conversando, sempre, sempre acompanhada de componentes "hidratantes" já que a sede era muita, talvez do salgado do Mar, ou do picante da mariscada.
Vamos lá voltar, e esperar que com sorte, consigamos filmagens e imagens que façam jus ao local em si!
Se quiser acompanhar-nos na próxima viagem até lá, esteja atento(a) aos "Eventos anunciados" aqui
A quantidade, diversidade e dimensão da vida Marinha encontrada foram de facto surpreendentes..
O video aqui disponível, não transpôe o que a realidade dos nossos olhos pode constactar, no entanto dará uma certa ideia.
Promontório: The Best Wall Dive in Portugal from ADNG DIVERS on Vimeo.
No Porto, a previsão não era de todo em todo favorável e portanto aceitamos o convite de partir para a descoberta de um local novo.
Á medida que rumávamos para Sul, o céu ia clareando e cada vez mais tinhamos a certeza que que informação dada sobre as condições para mergulharmos dadas previamente se materiam.
Após 2h de viagem, chegados ao destino somos recebidos calorosamente, ainda que o GPS nos tenha "enganado" por uns km´s, resultando num pequeno atraso.
Todos preparados, e a embarcação partiu para um rumo novo para nós; sabíamos que naquela zona a profundidade poderia fácil e rapidamente descer para os 100m de profundidade, portanto, a curiosidade estava presente em cada metro de distância que avançávamos.
Ao cairmos na água, a visibilidade seria de uns 6 metros aproximadamente, numa lage, mais superficial, que acabou por demonstrar ser um local bem agradável para fazermos a deco, como é possível ver no video; uns deitados no fundo de areia, outros autenticamente espraiados como se estivessem a fazer banhos de sol, enfim, verdadeiramente simpático e acolhedor.
Á medida que fomos iniciando a descida, ainda que houvesse um certo "tecto" até aos 10m de profundidade, o lageado em forma de socalco, passou rapidamente a uma parede que descia, e descia por ali abaixo.
A quantidade e dimensão das gorgónias presentes era do "OUTRO mundo"! Em mais de 16 anos a mergulhar por este Portugal fora, nunca tinha tido a possibilidade de encontrar colónias daquela dimensão!
Grandes safios, lavagantes, sapateiras, estavam incrustadas em cada reentrância; peixe-porco, cavacos, e à semelhança das gorgónias, anémonas-do-mar com tamanhos incomuns (infelizmente) para as nossas águas.
Sendo que um dos mergulhadores presentes tinha um computador de mergulho XPTO que até registava o seu ritmo cardíaco durante a imersão, vamos ver se temos a sorte que ele partilhe o perfil do mergulho com os restantes e neste registo de mergulho!
Todos chegaram a superfície extremamente satisfeitos por mais um mergulho num local novo, correndo tudo como manda a Lei.
Recuperando as forças, tivemos pois de nos juntar em redor de uma mesa; nada mais nada menos, do que uma panóplia de itens de marisco de todas as formas e feito que fomos petiscando e conversando, sempre, sempre acompanhada de componentes "hidratantes" já que a sede era muita, talvez do salgado do Mar, ou do picante da mariscada.
Vamos lá voltar, e esperar que com sorte, consigamos filmagens e imagens que façam jus ao local em si!
Se quiser acompanhar-nos na próxima viagem até lá, esteja atento(a) aos "Eventos anunciados" aqui
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Monday, 12 April 2010
Saturday, 10 April 2010
Saturday, 3 April 2010
Berlengas 02 Abril 2010 - Sinais do tempo a aquecer: Cardumes de peixe em toda a coluna de água
No passado dia 2, foi marcada uma saída para as Berlengas, nomeadamente dedicada aos mergulhadores mais avançados uma vez que as condições de Mar locais permitiam uma visita aos locais menos visitados e já da "praxe".
Foram feitos dois mergulhos em cotas superiores aos 30m, e desde já se pode assinalar a aproximação do tempo mais quente, com o aumento da quantidade de biodiversidade encontrada, em termos quantitativos.
Ou seja por vezes fomos rodeados de alto a baixo por cardumes! Autênticas paredes móveis que andavam à nossa volta.
A viagem Peniche/Berlengas foi feita com bastante tranquilidade em ambas as passagens; a água azul, esperava-nos.
A visibilidade oscilou entre os 6 e 10m, algo que é bastante agradável após tanto tempo de invernia.
Cardumes de Pargos* enormes foram cruzando o caminho dos mergulhadores, paredes recheadas de gorgónias e uma série de outros seres diversos poderiam ser encontrados nestas baixas já que, a amplitude de profundidade (local mais profundo na cota dos 50m) permitia que todo o tipo de vida marinha por lá aparecesse.
Para os amantes do Mergulho que já deram o passo em frente para o segundo patamar (AOWD/P2) ou acima, foram mergulhos memoráveis.
Tem Facebook?
Monday, 22 March 2010
PADI Drift Diver : A Especialidade que lhe confere uma segurança Extra

A ADNG DIVING, pela primeira vez no Norte do País apostou fortemente num curso de especialidade PADI por forma a dar aos potenciais alunos a possibilidade de consolidarem conhecimentos que garantam a sua segurança enquanto mergulhadores assim como a segurança daqueles que fazem parte do grupo com quem mergulham.
Apesar de Portugal não ser conhecido pelas suas fortes correntes, (felizmente), as técnicas usadas nesta especialidade garantem que em caso de necessidade, todas as Skills (técnicas) serão executadas correctamente.
Por outro lado, se até é daquelas pessoas que costuma viajar frequentemente em muitos destinos o mergulho em corrente "drift" é pratica comum; caso não tenha esta especialidade se o centro de mergulho fôr cumpridor com as normas, sem esta certificação certamente ficará limitado(a) aos mergulhos na
s "pocinhas", ou então, caso facilitem um pouco mais, poderá ver-se numa situação para a qual não está habituado(a), não teve treino, e no mínimo resultará num stress e consumo de ar abismais.A aplicação geral desta especialidade compreende a utilização de itens que são e deverão ser usados na prática de mergulho em todo os locais do mundo, por dois motivos de grande importância:
1)Segurança
2)A sua própria auto-confiança;
no sentido em que tem a noção exacta do treino
que fez,e ,está avontade para utilizar esse equipamento.
que fez,e ,está avontade para utilizar esse equipamento.
No caso concreto, falamos do manuseio de itens de equipamento como:
bóia de patamar (SMB), carretos e spools.
Inglês [PDF]
Uma vez que as condições metereológicas e de Mar para as saídas de mergulho desta especialidade não foram as ideais localmente, a segunda opção por seu lado, tinha sido Berlengas uma vez que em certos spots se poderá fazer um mergulho em corrente/deriva facilmente com o somatório da qualidade da logística disponível.
Porém, Neptuno e S. Pedro ainda não tinham feito as pazes relativamente a Portugal, e como alternativa recorremos a Vigo, já que em certos pontos da Ria é possível conseguir caudais com cerca de 3 nós de corrente até mais.
O primeiro mergulho, baseou-se no mergulho em deriva, onde é seleccionado um "lider do grupo" que empunha um carreto ou cabo associado a uma bóia de superficie;
objectivo: o barqueiro é capaz de seguir o grupo facilmente uma vez que nunca perde de vista a sinalização do grupo.
Todos foram "planando" pelo fundo da Ria, ao sabor da corrente, disfrutando a paisagem subaquática sem qualquer esforço extra e com uma considerável melhoria em termos de esforço e consumo de ar; porquê nadar contra a corrente, se podemos tirar proveito dela?

O segundo mergulho, já foi de uma forma diferente; todo o grupo, entrou para a água em simultâneo (como acontece em locais em que a corrente é bastante forte, e a embarcação não é sequer fundeada.
Todo o grupo salta de imediato e dirige-se para o fundo rapidamente sob pena de falhar o local que pretende visitar.
Chegados ao fundo, é feito o check do grupo, e então, parte-se novamente para os "vôos" pelo fundo.
o Skipper estava informado do tempo exacto em que seria lançada uma bóia de patamar, e portanto, cumprindo esse tempo um dos elementos do grupo préviamente escolhido durante o breefing, fez o seu lançamento.
Resultando em mais um mergulho fantástico onde todos disfrutaram a paisagem e o skipper atento, foi ao encontro do grupo; todos satisfeitos com as "nova forma de mergulhar", cansaço zero!
Mais info relativa à especialidade Drift Diver e Equipamento:
Porém, Neptuno e S. Pedro ainda não tinham feito as pazes relativamente a Portugal, e como alternativa recorremos a Vigo, já que em certos pontos da Ria é possível conseguir caudais com cerca de 3 nós de corrente até mais.
O primeiro mergulho, baseou-se no mergulho em deriva, onde é seleccionado um "lider do grupo" que empunha um carreto ou cabo associado a uma bóia de superficie;
objectivo: o barqueiro é capaz de seguir o grupo facilmente uma vez que nunca perde de vista a sinalização do grupo.
Todos foram "planando" pelo fundo da Ria, ao sabor da corrente, disfrutando a paisagem subaquática sem qualquer esforço extra e com uma considerável melhoria em termos de esforço e consumo de ar; porquê nadar contra a corrente, se podemos tirar proveito dela?

O segundo mergulho, já foi de uma forma diferente; todo o grupo, entrou para a água em simultâneo (como acontece em locais em que a corrente é bastante forte, e a embarcação não é sequer fundeada.
Todo o grupo salta de imediato e dirige-se para o fundo rapidamente sob pena de falhar o local que pretende visitar.
Chegados ao fundo, é feito o check do grupo, e então, parte-se novamente para os "vôos" pelo fundo.
o Skipper estava informado do tempo exacto em que seria lançada uma bóia de patamar, e portanto, cumprindo esse tempo um dos elementos do grupo préviamente escolhido durante o breefing, fez o seu lançamento.
Resultando em mais um mergulho fantástico onde todos disfrutaram a paisagem e o skipper atento, foi ao encontro do grupo; todos satisfeitos com as "nova forma de mergulhar", cansaço zero!
Mais info relativa à especialidade Drift Diver e Equipamento:
Três tipos básicos de carretos:
Carreto Guia: para fazer percursos subaquáticos, por exemplo em locais com fundo arenoso, onde os pontos de referência são muito poucos. Aquelas "planícies subaquáticas" acessíveis a todo o OWD.
Carreto Guia para Naufrágio/Gruta: garante-lhe o retorno ao ponto inicial, seja este o cabo, ou, o local por onde entrou. (Nota a penetração em naufrágio requer uma especialização própria, bem como o mergulho espeleológico)

De referir que para os casos de penetração em naufrágio por mais simples que possa parecer, bem como entradas em grutas com "G" grande***, é necessário ter formação específica para o efeito; isto, se pretende voltar para contar a história:)
*** (entenda-se por "G grande", grutas cuja profundidade em comprimento, são consideráveis e os acessos à superfície bastante limitados; em muitos casos apenas o ponto de entrada que coincidirá com o de saída. "G grande",não é uma referência a grutas de grandes dimensões espaciais onde praticamente qualquer AOWD ou P2 poderá calmamente visitar essas abóbadas gigantes sem grandes problemas.
Carreto guia/"Multi-usos" com auto-stop:
Dentro dos carretos-guia: existem aqueles que pela sua especificidade e tamanho, servem apenas para este efeito, outros porém, que encontra no mercado bastante simplificados, e económicos incluem um mecanismo mecânico simples que lhe permite fazer sem dificuldade duas coisas: 1) carreto-guia; 2) carreto/spool para lançamento da bóia de patamar.
Escusado será dizer que durante um mergulho, caso opte por usar como carreto-guia, dificilmente terá cabo suficiente para fazer com o mesmo carreto o lançamento da bóia.
Alternativa: se tiver um desses carretos, tenha sempre consigo um spool com outra bóia de patamar junto a si. Em qualquer situação, poderá lança-lo, e deixar o carreto-guia (que normalmente é clipado ao cabo de descida), podendo recupera-lo no fim do mergulho.
Situações em que isto poderá ocorrer: algo bastante simples; fizeram o seu passeio, o carreto está quase no final, e um dos manómetros do grupo de mergulhadores indica que já está na reserva: solução?
Simples, tendo em conta que não é prudente perder o tempo de recolher todo o cabo que foi soltando pelo percurso, simplesmente pousa o carreto no fundo, e, faz o lançamento da bóia;
Assim, a reserva de ar do seu buddy/parelha, deverá chegar para fazer a subida calmamente e o respectivo patamar de segurança.
À superfície, poderá pedir ao seu parceiro(a) distraído, para se entreter a recolher o cabo que ficou solto do carreto como um pequeno lembrete de para a próxima estar mais atento ao manómetro e consumo que faz..
A sua utilização correcta, requer aprendizagem com um profissional da área.
Carreto Guia: para fazer percursos subaquáticos, por exemplo em locais com fundo arenoso, onde os pontos de referência são muito poucos. Aquelas "planícies subaquáticas" acessíveis a todo o OWD.
Carreto Guia para Naufrágio/Gruta: garante-lhe o retorno ao ponto inicial, seja este o cabo, ou, o local por onde entrou. (Nota a penetração em naufrágio requer uma especialização própria, bem como o mergulho espeleológico)
De referir que para os casos de penetração em naufrágio por mais simples que possa parecer, bem como entradas em grutas com "G" grande***, é necessário ter formação específica para o efeito; isto, se pretende voltar para contar a história:)
*** (entenda-se por "G grande", grutas cuja profundidade em comprimento, são consideráveis e os acessos à superfície bastante limitados; em muitos casos apenas o ponto de entrada que coincidirá com o de saída. "G grande",não é uma referência a grutas de grandes dimensões espaciais onde praticamente qualquer AOWD ou P2 poderá calmamente visitar essas abóbadas gigantes sem grandes problemas.
Carreto guia/"Multi-usos" com auto-stop:
Dentro dos carretos-guia: existem aqueles que pela sua especificidade e tamanho, servem apenas para este efeito, outros porém, que encontra no mercado bastante simplificados, e económicos incluem um mecanismo mecânico simples que lhe permite fazer sem dificuldade duas coisas: 1) carreto-guia; 2) carreto/spool para lançamento da bóia de patamar.
Escusado será dizer que durante um mergulho, caso opte por usar como carreto-guia, dificilmente terá cabo suficiente para fazer com o mesmo carreto o lançamento da bóia.Alternativa: se tiver um desses carretos, tenha sempre consigo um spool com outra bóia de patamar junto a si. Em qualquer situação, poderá lança-lo, e deixar o carreto-guia (que normalmente é clipado ao cabo de descida), podendo recupera-lo no fim do mergulho.
Situações em que isto poderá ocorrer: algo bastante simples; fizeram o seu passeio, o carreto está quase no final, e um dos manómetros do grupo de mergulhadores indica que já está na reserva: solução?
Simples, tendo em conta que não é prudente perder o tempo de recolher todo o cabo que foi soltando pelo percurso, simplesmente pousa o carreto no fundo, e, faz o lançamento da bóia;
Assim, a reserva de ar do seu buddy/parelha, deverá chegar para fazer a subida calmamente e o respectivo patamar de segurança.
À superfície, poderá pedir ao seu parceiro(a) distraído, para se entreter a recolher o cabo que ficou solto do carreto como um pequeno lembrete de para a próxima estar mais atento ao manómetro e consumo que faz..
Spool: este peça, não é propriamente a imagem que terá de um carreto, mas é basicamente uma peça que lhe permite fazer o lançamento da bóia de patamar pura e simplesmente.
Em casos de emergência poderia ser colocado como um prolongamento extra do carreto-guia que possuí, mas não é de todo em todo recomendável.
Em casos de emergência poderia ser colocado como um prolongamento extra do carreto-guia que possuí, mas não é de todo em todo recomendável.
A sua utilização correcta, requer aprendizagem com um profissional da área.
Poderá parecer-lhe fácil, mas onde quantas e quantas vezes não mergulhou com grupos por algum motivo alguém se afastou do cabo que lhe daria acesso directo à embarcação que dá apoio, e, os mergulhadores resolveram fazer subidas em água livre independentemente de terem ou não uma bóia de patamar clipada no seu equipamento?
De facto isto acontece; na maioria dos casos, quem as tem, raramente as utiliza, e como o mergulho se baseia em treino, treino, treino, para quem pretende ser de facto um Mergulhador(a) que sabe o que faz e como deverá proceder nos vários tipos de cenários que lhe podem aparecer.
No entanto por vezes alguns mergulhadores sentem-se inibidos de as utilizar sob pena de causarem piores resultados do que aqueles que a situação em si já lhe traz..porque deixaram pura e simplesmente de treinar a sua utilização...ou pior ainda, fizeram a sua aquisição, mas, não tiveram orientação sobre quais os tipos existentes e como se deverão utilizar.
No entanto por vezes alguns mergulhadores sentem-se inibidos de as utilizar sob pena de causarem piores resultados do que aqueles que a situação em si já lhe traz..porque deixaram pura e simplesmente de treinar a sua utilização...ou pior ainda, fizeram a sua aquisição, mas, não tiveram orientação sobre quais os tipos existentes e como se deverão utilizar.
Outros, utilizam a bóia de patamar "à moda antiga", onde para além de utilizarem bóias de patamar sem válvula de escape, mais baratas (válvula permite que com a subida da bóia e consequente aumento do volume de ar dentro de bóia , possa escapar gradualmente à medida que a subida acontece; resultado: ao chegar a superfície a bóia tem o ar que necessita para permanecer na vertical cumprindo o objectivo para a qual foi concebida; i.e., sinalizar as embarcações e skippers.
Diga-se "á moda antiga" o método de colocar apenas uma pequena chumbeira ou lastro na extremidade de um cabo curto que fica enrolado na dita bóia; escusado será dizer que nem spool, nem carreto, aprenderam utilizar e, nestes casos, apenas serve para lançar mesmo, mesmo próximo da superfície.
Consequências eventuais da utilização da técnica à "moda antiga" e limitações:
1) Lançamento apenas perto da superfície
2) Facilmente poderá perder o fino e curto cabo que está preso à bóia de patamar, resultando numa bóia lançada, e um mergulhador(a) sem sinalização à superfície +, uma bóia solta que poderá resultar numa busca por parte do skipper para um local completamente afastado da localização onde estará o individuo que a lançou.
(Provavelmente não gostaria da sensação de se sentir "abandonado" à superfície", nem o skipper/barqueiro e restantes companheiros de mergulho começarem a preocupar-se com a sua ausência junto à tal bóia que se afastou.)
Com um carreto, estes 2 pontos ficariam resolvidos;
você segura o carreto firmemente, não um cabo de mono-filamento com alguns milímetros de espessura.
você segura o carreto firmemente, não um cabo de mono-filamento com alguns milímetros de espessura.
3) Na eventualidade de ocorrer um imprevisto no fundo, e necessitar solicitar ajuda que estará na embarcação, este método será o ideal para o fazer?...
Provavelmente não, até porque, como é habitual, o cabo utilizado nestes casos tem apenas alguns metros de comprimento.
Com um carreto, calmamente poderia largar a bóia de patamar do fundo, com o carreto ou spool, e aguardar a chegada de ajuda.
Você tem carreto? Se já o domina (parece simples, mas ás vezes nem tanto o é, consoante o tipo), faça a experiência de o dar ao mergulhador a seu lado, e tente fazer o percurso simples de clipar ao cabo, fazer o mergulho com o carreto e voltar.
Se no final não resultar num emaranhado de cabos, estão ambos de parabéns!
Infelizmente na maioria dos casos, aqueles menos familiarizados com este equipamento, acabam por não usufruir da sua função; guiar o mergulhador durante o seu "passeio" subaquático e permitindo uma volta garantida ao cabo que lhe permitiu iniciar o mergulho.. [Continua]
___________________________________________________
Nota: com todos os carretos acima referidos, é possível fazer o lançamento da bóia de patamar. Contudo, isso requer algum treino e perícia, caso contrário o resultado não será garantidamente o esperado.Carretos sem auto-stop:
3 cenários típicos:
a) esquece-se de destravar o carreto, e inicia uma subida descontrolada.
b) esquece-se de destravar o carreto, inicia a subida, solta-o, e perde o carreto de vista e respectiva bóia.
c) destrava o carreto, mas tem sérias dificuldades em voltar a enrolar todo o cabo que se libertou, aumentando o tempo de fundo, o stress, e... com muito cabo, a bóia lançada não irá ficar vertical na superfície, mas..deitada; ou seja, não cumpre a sua função, pois, deitada não é visível à distância.
Não facilite, se ainda começou agora a usar um carreto, opte pela versão simplificada, ou seja, carreto "auto-stop".
isto caso considere ser um auto-didacta e portanto sem necessidade de ter acompanhamento profissional.
De todo em todo desaconselhável no que diz respeito à Sua Segurança.
isto caso considere ser um auto-didacta e portanto sem necessidade de ter acompanhamento profissional.
De todo em todo desaconselhável no que diz respeito à Sua Segurança.
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