Wednesday, 3 February 2010

Scuba Tune up & Try Out | Sessão de Treino 2 Feb 2010

Este fim-de-semana passado, compensando a duração do Inverno extra longo que nos tem vindo a acompanhar, fizemos mais uma sessão de treino onde se treinou mais um pouco.
Flutuabilidade, skills, e, teste de equipamentos novos.



Nada como rever em ambiente confinado aqueles pequenos pormenores que podem passar "esquecidos" a nível de procedimentos, bem como "afinar" (tune up) pontos essenciais como a flutuabilidade.

Porque afinal de contas, é essencial manter a prática em dia.

Em apenas duas horas do seu tempo, na cuba de 5 metros com água tépida...enfim, um ambiente ideal para o efeito sem direito a arrepios.

Thursday, 27 August 2009

Mergulho Técnico : Naufrágio - Selir
























Numa manha de mar calmo e bom tempo, fizemos rumo ao Kassamba. Ao chegar ao local encontramos um barco de pesca à linha no local e para não perturbar estes profissionais,
optamos por fazer mais uns minutos de caminho e seguir para o local do Selir.
Os gases que tinhamos previsto adaptavam-se quer a um naufrágio quer ou outro e a
adaptação do plano foi muito fácil :
- gases de fundo 15/55 (bis e stage)
- deco : 50% + O2

Quase não se notava corrente significativa ao descermos pelo cabo, e a luz do dia rapidamente começa a desaparecer a partir dos -30m. Embora escuro a visibilidade não estava má - cerca de 5m. O Skipper tinha deixado o ferro mesmo no convés e a navegação à volta desta zona do naufrágio foi bastante fácil.
Mais dificil for domar a câmara de vídeo que estava fixa à scooter e que estava demasiado negativa o que dificultou o passeio e o video.
Um bom mergulho de introdução, onde todos ficamos com vontade de voltar e explorar melhor a estrutura do Selir.

Por: Ricardo Constantino

Friday, 15 August 2008

Dago e Dago II

Após alguma atribulação de vai e não vai, atendendo que a previsão do mar não era das melhores, lá acabei finalmente por obter a confirmação do Artur de que realmente iria poder satisfazer a minha vontade em mergulhar novamente no Dago. E, conforme combinado, lá fui eu e o Casimiro por essa estrada abaixo para nos encontrarmos em Peniche. 15/08/2008
Após prepararmos o material e verificar se tudo estava bem, zarpamos em direcção ao tão desejado “spot”, para efectuar um mergulho de 30min a uma profundidade média de 48m e 46min de DECO. Uma vez lá chegados, estavam pescadores sobre o naufrágio, que nos impossibilitaram o mergulho. Assim, fomos forçados a ir visitar um outro navio, que pela proximidade e se encontrar nas mesmas cotas, se chama Dago II. Seguindo as verificações da praxe, juntamo-nos junto ao cabo da âncora, Eu e o Casimiro primeiro e logo de seguida o Artur.












Com uma visibilidade em torno dos 15m, fomos descendo na ânsia de chegar ao fundo, não esquecendo evidentemente de fazer uma paragem de controlo aos 6 e 30m. Passada a barreira dos 30m, já se vislumbrava os destroços da embarcação, e na medida da aproximação, fui vendo as várias chapas, umas caldeiras, o enorme veio de transmissão e a sua respectiva hélice, entre outras peças diversas. Quanto à vida marinha, vi alguns Safios metidos nos vários buracos, um enorme nas imediações do hélice, digamos que bastante grande ! Um lavagante e umas santolinhas. Claro está, que 30min embora pareça muito, sabe sempre a pouco, portanto regressamos ao cabo para começar a fatídica descompressão já a pensar na próxima “aventura”. Acreditem, mesmo com fato seco, uma temperatura de fundo de 13º e de superfície de 17º e tanto tempo de DECO tornam-se bastante desconfortáveis!

Manuel Silveira










Nota importante a todos os "Tek´s" por Artur Lagoá:

Neste mergulho, houve a necessidade de alugar uma deco, que por "inocência" na altura, pensei que viria com o respectivo regulador. No vai não vai, toca a  ir buscar um regulador de reserva, retirar mangueiras, um corre-corre para não atrasar a saída.
Durante a deco, para grande surpresa, ao abrir a garrafa de deco já pressurizada, é que de repente saí uma núvem de bolhas; fecha a torneira, volta abrir, a mesma coisa... Á superfície não foi detectada esta falha, coma  pressurização rápida da garrafa de deco;
sem deco, o gás de reserva nas bis ainda que respeitando a regra dos terços, não permitia fazer a descompressão na totalidade.
A única opção possível, seria tirar um dos reguladores das bis em pleno azul, e montar na deco, ou, fazer partilha de gás com um dos buddies, o que em descompressão cada um é responsável pelos seu gás para não pôr em causa a descompressão e segurança dos nossos buddies. Felizmente todos levamos decos S080 que nos permitiam quase 12L de gás de descompressão acelerada. O frio das águas já se tinha instaladado, ao ponto de passado 2 dias ainda estar uma das mãos doridas de estar a segurar o cabo.O frio, também não favorecia grandes manobras de montagem e remontagem, e não seria nada simpático ou agradável a visão de ver um regulador a cair pelo azul até ao Dago, já nem pensando apenas na perda de material, mas antes na perda de uma peça que poderia ser fundamental para o mergulho.

O Casimiro teve a cortesia de partilhar o seu gás de deco, que posteriormente e em caso de necessidade poderíamos usar o seu regulador da deco, para colocar na minha deco alugada.

Resumindo e mea culpa:
Mergulho técnico, deve ser feito com o nosso próprio material.
Pressas ficam fora do Mergulho Técnico: Verificar e Reverificar o equipamento e material com toda a calma a precisão.
Verificar e Recalcular planos de Mergulho Iguais para Todos os Mergulhadores do Grupo, com as mesmas misturas incluíndo para a descompressão acelerada, nomeadamente 2/3 planos por contingência e sem esquecer o "pior cenário".
Verificar sempre a troca de gás do buddy, para evitar enganos na troca de gás descompressivo /ou gás de fundo; isto ainda mais importante é, quando se utilizam várias misturas.
Ter sempre os buddy´s dentro do campo de visão, para que mantenham as profundidades permitidas pelas misturas descompressivas e cumpram o calendário descompressivo do plano pré-estabelecido ao minuto.

Por essas e por outras, nas saídas de mergulho técnico que ADNG passou a fazer no Norte do País ter sempre um ou mais mergulhadores de apoio, equipado com as mesmas misturas que o grupo utilizará, independentemente de ser um mergulho aos 50, 60, 70, etc.
O Grupo que faz o mergulho poderá estar mais sossegado, pois sabe que a meio caminho estará alguém com mais gás disponível, apto a resolver uma situação de emergência ou simples desconforto, tornando o mergulho e a respectiva descompressão, bem mais tranquilizantes para todos. Esse(s) mergulhadores de apoio, não estiveram sujeitos à mesma profundidade que o grupo, e como tal, têm uma margem de manobra bastante superior para ajudar qualquer um dos mergulhadores.

Optar por não ter Mergulhador(es) de Apoio, num mergulho técnico a qualquer profundidade ou tempo de fundo, é um risco desnecessário.